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Max Day Rodrigues..................................................... Conte um pouco sobre sua história. |
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Max: Meu nome é Max Day Rodrigues, sou natural de Ceres(GO); tenho 30 anos e parei meus estudos no Ensino Médio. Sempre tive um grupo de amigos, mais ou menos, uns 10 jovens. |
Quando eu tinha 18 anos, morava numa cidade e trabalhava em outra. Em suma: ficava longe de meus pais e da família.
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Como você teve o primeiro contato com as drogas?
Max: Eu conheci o irmão de um amigo que usava drogas diariamente. A partir daí, comecei a usar também. Eu não era forçado, eu queria mesmo. Primeiro, uma vez por semana, e com o passar do tempo ficou bem mais intenso: 3 a 4 vezes por semana, todo dia. Sempre falamos que "entrar para drogas é carência pessoal"; somos muito vulneráveis, qualquer coisa faz a cabeça. Mas, na verdade é fraqueza pessoal. Quanto tempo você permaneceu neste processo? Max: Foi de 10 a 11 anos. No começo, eu conseguia controlar, depois não tinha mais controle nenhum. Tudo o que eu fazia em prol das drogas - ela me trazia felicidade. No começo eram bebidas alcoólicas, fumar maconha, cheirar cocaína; depois merla de cocaína. Todos sabem que tem um pessoal que se destaca vendendo: são os traficantes, as conhecidas "bocas". Vários são os níveis sociais que compram. Não depende de classe alta ou baixa; de periferia ou centro. Rico consegue porque tem "status" - conhece os fornecedores da cidade. Como você conseguiu reverter esse quadro? Max: Depois de 8 anos de uso de drogas, senti a necessidade de parar, mas não conseguia. Saía para o trabalho, encontrava os amigos e começava tudo de novo. Quando eu acordava, logo pensava: "tudo vai começar de novo!". Pedia muito a Deus para acontecer alguma coisa comigo para eu ficar em casa. E parece que esse dia chegou. Tive um acidente de moto, e não tive a mínima condição de evitar, de segurá-la. Por isso, fiquei 2 meses de cama. Mas me sentia feliz, mesmo com a perna quebrada. Eu sabia que não iria mais ter chance de usar nada. Aí sim, consegui formar uma idéia sólida sobre as drogas e as opções de mudança, até que me propus a conhecer a Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá-SP. O que mais lhe incomodava na Fazenda da Esperança? Max: Bom, eu fiquei lá durante 12 meses. No começo parecia difícil, longe da família. Não tinha TV, som, telefone, dinheiro para comprar uma coca-cola, não podia encontrar as moças. São essas provações que vão moldando nosso coração e ajudando a ter domínio sobre nós mesmos. Na Fazenda da Esperança, vive-se da experiência diária; a convivência é levado muito a sério. Jovens de todos os estados, classes sociais, idade. Mas, o importante é a oração, a intimidade com Deus, a participação da Eucaristia, a reflexão do Evangelho. É uma verdadeira caminhada de amor. Foi muito difícil ter este estilo de vida cristã? Max: Não foi difícil, pois eu pedia a Deus para largar o vício. As atividades da Fazenda da Esperança eram ótimas. Às 6h da manhã, rezava do terço; trabalho diário pesado; reuniões da casa; horário para levantar, almoçar, jantar, o cardápio que não agrada... Tudo isso faz parte da recuperação. É deixar de ficar preso às coisas pequenas. É aproveitar cada momento para ficar bem fortalecido. Como você se sente fora da Fazenda da Esperança? Max: Mesmo buscando o cristianismo, a religiosidade, percebo que as festas, a TV, a música e a sociedade em geral abalam e cobrem esse sinal e essa intimidade com Deus. Na Fazenda da Esperança, pensar em Deus é pensar no bem-estar do outro; nada desvia nosso rumo. Para não ter uma recaída "é importante estar ligado ao tronco que é Jesus, que é a maior força que vai nos ajudar no convívio social". Nunca estamos recuperados, pois estamos sempre a caminho, somos eternos recuperandos. Hoje, reconheço e vejo Deus como nosso Criador e nosso Pai. Assim, posso chamá-lo quando precisar, agradecer, pedir e reconheço que é meu Pai. É um amigo que não vejo, mas sinto dentro de mim. Cada pessoa deveria fazer o exercício de se aproximar de Deus: não com uma fé de sentimento, mas com aquela fé que remove montanhas. Que dica você daria para os jovens que não vêem o sentido para suas vidas por causa dos vícios? Max: Primeiro, as drogas levam a uma alegria ilusória e passageira, que vai a cada dia destruindo a nossa vida. As conseqüências são muito desastrosas. Então, acho que os jovens devem preencher seus corações de coisas boas todos os dias. Ocupar o seu tempo procurando ajudar seu próximo, buscando sempre a fraternidade. Este é um caminho eficaz! |
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